Ataque a Tiros Durante Celebração do Hanukkah
Um ataque a tiros durante a celebração do Hanukkah em Bondi, Sydney, resultou em 15 mortos e cerca de 40 feridos. Os suspeitos, um pai e filho, enfrentaram a polícia, com o pai sendo morto e o filho preso.
BOLETINS
12/14/20252 min read


Um ataque a tiros durante a celebração do festival judaico de Hanukkah deixou ao menos 15 pessoas mortas e cerca de 40 feridas neste domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. Entre os feridos estão dois policiais que atuaram no atendimento à ocorrência.
As vítimas tinham entre 10 e 87 anos. A mais jovem, uma menina, chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu. Segundo a polícia, os disparos foram feitos por dois homens que agiram juntos. Eles eram pai e filho. O pai, de 50 anos, possuía licença legal para armas e morreu após confronto com as forças de segurança. Já o filho, de 24 anos, foi preso com ferimentos graves, porém está em condição estável.
Em entrevista coletiva, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, classificou o episódio como um ataque terrorista e afirmou que não há indícios da participação de uma terceira pessoa. As autoridades também confirmaram que um objeto suspeito, possivelmente um artefato explosivo, foi encontrado em um veículo próximo ao local e retirado para análise por equipes especializadas.
Entre os mortos está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, além de um cidadão israelense. Um colaborador de uma entidade judaica australiana também ficou ferido. O Itamaraty informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.
Durante o ataque, imagens registraram o momento em que um homem conseguiu desarmar um dos atiradores, colocando a própria vida em risco. Ele foi atingido no braço e na mão, mas segue internado em recuperação.
O primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, afirmou que o ataque teve como alvo direto a comunidade judaica de Sydney. Autoridades australianas e líderes internacionais condenaram o atentado, destacando que o terrorismo e o antissemitismo não têm espaço no país. O nível de alerta terrorista na Austrália permanece classificado como “provável”, segundo os serviços de inteligência.
Ataques desse tipo são raros no país, que mantém leis rigorosas sobre posse de armas desde um massacre ocorrido em 1996.