Nova trend da Caricatura no ChatGPT

Descubra como a nova tendência nas redes sociais usa inteligência artificial para transformar fotos em caricaturas ligadas à profissão do usuário, levantando questões sobre criatividade e direitos autorais.

BOLETINS

2/10/20262 min read

A inteligência artificial passou a transformar fotos de usuários em ilustrações ligadas às suas profissões, e essa ideia virou febre nas redes sociais nos últimos dias. Caricaturas criadas com o auxílio do ChatGPT começaram a circular em massa, mostrando pessoas retratadas em seus ambientes de trabalho de forma criativa e personalizada.

Para entrar na trend, o processo é simples: basta enviar uma foto ao assistente e digitar um comando curto com instruções. Um dos pedidos mais populares tem sido algo como: “Crie uma caricatura minha no meu ambiente de trabalho, considerando tudo o que você sabe sobre mim”.

As imagens são geradas pelo ImageGen, ferramenta de criação visual da OpenAI, embora outras plataformas também ofereçam recursos semelhantes. A partir da foto e das informações previamente compartilhadas pelo usuário, a inteligência artificial tenta identificar características da pessoa e associá-las à sua área profissional.

Em alguns casos, o próprio assistente solicita mais detalhes, perguntando quais elementos devem ou não aparecer no desenho, para deixar o resultado mais fiel ao que o usuário imagina.

Essa não é a primeira vez que uma trend envolvendo imagens domina o ChatGPT. Em 2025, uma onda de ilustrações inspiradas no estilo do Studio Ghibli fez a plataforma ganhar cerca de 1 milhão de novos usuários em apenas uma hora. O estúdio japonês é conhecido por animações clássicas como “A Viagem de Chihiro” e “Meu Amigo Totoro”.

Na época, o fenômeno reacendeu debates sobre direitos autorais e o uso, pela inteligência artificial, de estilos visuais associados a artistas consagrados. A OpenAI reconheceu que a reprodução da estética de terceiros é um tema sensível e afirmou ter criado limites para evitar esse tipo de prática, embora admita exceções específicas.

Com o retorno das trends de desenho, também voltou a circular uma declaração antiga de Hayao Miyazaki, fundador do estúdio japonês. Em 2016, ele afirmou ter ficado profundamente incomodado ao assistir a uma demonstração de animação criada por inteligência artificial.

Na ocasião, Miyazaki foi direto ao criticar a tecnologia: disse que jamais gostaria de utilizá-la em seus trabalhos e afirmou que esse tipo de criação representaria, para ele, “um insulto à própria vida”.