Ataque em sala de aula: professora de Direito é morta por aluno em Porto Velho

Uma professora de direito em Porto Velho foi assassinada após um ataque de um aluno. A investigação investiga se questões pessoais influenciaram o crime, classificado como feminicídio. Entenda os detalhes e as repercussões deste trágico evento.

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2/8/20262 min read

A professora de Direito Juliana Santiago morreu na noite de sexta-feira (6) depois de ser esfaqueada por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição privada localizada em Porto Velho. O crime é apurado pela polícia como feminicídio.

De acordo com relatos de testemunhas, o ataque aconteceu após o encerramento da aula. O estudante João Cândido, que cursava o 5º período de Direito, teria permanecido no local até que a professora estivesse sozinha. Em seguida, iniciou uma discussão e a golpeou com uma faca.

Juliana foi atingida no tórax e também sofreu um corte no braço. Ela chegou a ser socorrida por alunos da universidade e encaminhada ao Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimentos e morreu antes de receber atendimento médico.

Após o crime, o suspeito tentou deixar o local, porém foi imobilizado por outro estudante, que é policial militar. Vídeos gravados por pessoas que estavam na instituição registraram o momento em que ele é contido logo após o ataque.

Em depoimento à polícia, João afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e que o crime teria sido motivado por vingança, após descobrir que Juliana teria reatado com o ex-marido. Essa versão, no entanto, não foi confirmada por familiares da vítima nem pelas autoridades responsáveis pela investigação.

O aluno também alegou que a faca utilizada no ataque teria sido entregue pela própria professora. Segundo ele, no dia anterior ao crime, Juliana teria lhe dado um doce de amendoim dentro de um recipiente, junto com o objeto cortante. A informação ainda está sendo analisada pela polícia.

Em nota oficial, o Centro Universitário Aparício Carvalho lamentou a morte da docente, repudiou o crime e anunciou a suspensão das aulas por três dias. Outras instituições de ensino e entidades também se manifestaram em solidariedade à família e aos colegas da professora.

O corpo de Juliana Santiago foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na tarde de sábado (7) e encaminhado para Salvador, na Bahia, onde ocorrerá o velório. O traslado teve início por volta das 16h, com saída de Porto Velho. A família não informou o horário nem o local da cerimônia.

Na capital de Rondônia, uma missa em homenagem à professora foi celebrada no sábado à noite, reunindo amigos, alunos e colegas de profissão.