Adeus às notas de R$2 a R$100: Banco Central inicia retirada histórica
O Banco Central inicia a retirada das cédulas antigas do Real, marcando o fim de notas clássicas após 30 anos. A modernização busca mais segurança, qualidade e praticidade no uso do dinheiro.
BOLETINS
12/8/20252 min read


Banco Central define retirada gradual das primeiras cédulas do Real após três décadas
O Banco Central do Brasil anunciou que as cédulas da primeira família do Real, lançadas em 1994, serão retiradas de circulação. A determinação, publicada no Diário Oficial da União em julho de 2024, orienta que os bancos retenham essas notas durante operações financeiras. Apesar da mudança marcar o fim de uma era, o órgão reforça que o dinheiro continua com valor legal e pode ser utilizado normalmente.
A decisão tem como objetivo modernizar o dinheiro em circulação e remover notas que já apresentam forte desgaste físico. Embora representem uma pequena parcela do total de cédulas em uso, muitas já não permitem conferir adequadamente os elementos de segurança.
Substituição e padronização
A retirada das notas antigas e sua substituição se fundamenta na necessidade de manter a qualidade e a segurança do meio circulante. As cédulas da primeira família apresentam danos que prejudicam a visualização de marcas d’água e outros itens de autenticação.
Outro ponto considerado é o custo gerado por manter dois padrões de cédulas diferentes no país. A padronização reduz despesas de processamento tanto para o sistema bancário quanto para o comércio automatizado, além de favorecer o funcionamento de caixas eletrônicos e máquinas de autoatendimento.
A coleta das notas ocorre de forma gradual, por meio de bancos como Bradesco, Itaú e outras instituições financeiras. Não haverá campanha específica de troca. Assim, sempre que uma nota antiga é usada em um pagamento ou depósito, ela é separada e impedida de retornar ao público.
Depois disso, o Banco Central recebe a cédula para destruição segura e reposição com notas da segunda família do Real. O processo acontece naturalmente no dia a dia, sem que o cidadão precise procurar uma agência para realizar a troca.
A medida vale para todas as notas emitidas no início do Plano Real, que tinham o mesmo tamanho independentemente do valor. Inclui as cédulas de R$ 1, R$ 5, R$ 10, R$ 50 e R$ 100, além da edição comemorativa de R$ 10 feita em polímero.
Em resumo, o dinheiro físico não está acabando agora, mas tudo indica que seu uso tende a diminuir drasticamente. Em cerca de uma década, as transações em papel-moeda podem se tornar apenas uma lembrança, diante da evolução das formas digitais de pagamento — mais rápidas, seguras e acessíveis.